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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

O Inverno ...

Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009

Muita luz para todos nós!!!

Penso eu que não é necessária uma restrospectiva, pois posso dizer que 2008 realmente foi um ano bem aproveitado, em comparação à 2007, tive momentos de calmaria, de relaxamento em meio aquela energia louca que circunda por Paris, uma verdadeira miscelânea cultural , apesar de que em alguns momentos eu tive que apressar o passo e dançar conforme a música, senão...
Aproveitando essa metáfora, ainda que esteja aqui há pouco tempo, posso dizer Amsterdam possui outro encanto, uma outra energia, uma energia da sobriedade, uma calmaria das águas.
Aqui você se ver obrigado a dançar conforme a música do tempo, fato mais visível na época do inverno, que te obriga a ficar em casa, a se retrair.
Por conta de um forte resfriado que me pegou, posso dizer que meu ano novo foi um 'dodói': fiz a ceia mas comi tão, mas não dispensei as frutas.
Portanto, 2009 será um ano de espera para mim e para um Anjo que está previsto pra vim no mês de agosto!

Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

As origens do Natal: o Solstício de Inverno...

Em quase toda a Europa, eram realizadas festas germânicas ou celtas e romanas anunciando o início do Inverno. O cristianismo tomou para si do mundo antigo sua essência, suas origens, propondo uma nova luz no mundo na pessoa de Jesus, o Cristo. Gradativamente, a partir do século IV d. C é instituído um calendário de festas religiosas, cujo o objetivo maior não deixa de ser a suplantação dos antigos ritos e festas pagãs. O termo "Natal", vem do latim que significa 'natális', derivado do verbo 'nascor, nascéris, natus sum, nasci', portanto este dia representava o nascimento do Sol Invictus, ou seja, o Sol Invencível. Esta festa se dá no dia do solstício de Inverno, pois é a partir desta data que os dias tendem a se extender, culminando com o ponto máximo: o nascimento do Sol. Neste ano, o Solstício de Inverno, em Amsterdam terá lugar no dia 21 de Dezembro às 13:03, é o dia mais curto do ano, e praticamente o dia em que começa o Inverno. Portanto, a origem do Natal se situa na Festa do Sol! Os romanos e povos germânicos tinham o hábito festejar o nascimento do Sol com uma grande festa regada de muito brilho, muito esplendor, logo, tal festa não foi nada mais nada menos que "recuperada" pela igreja católica que estimava que o Menino Jesus era também o Cristo-Sol, ainda que a data 25 de dezembro tenha sido fixada de forma arbitrária. Nos países escandinavos também o solstício deu origem ao Natal, uma vez que a palavra "yule" é utilizada pelas regiões nórdicas para designar o período de Natal. É bom ressaltar que esta celebração é ainda mais importante nos países nórdicos pois quanto mais se vai para o norte, mais os dias são curtos no inverno ( por outro lado, mais longos são os dias no verão). Portanto, neste dia, vamos festejar o Cristo-Sol com o mesmo entusiasmo, pois ambos nos dão a cada dia a Luz sem a qual não podemos viver. E desejo a todos um maravilhoso Solstício de Inverno e Boas Festas de Fim de Ano.

Sábado, 13 de Dezembro de 2008

Salve o dia de Santa Luzia !!!

Não é que o blog tenha se transformado numa espécie de "o santo de cada dia", não é isso, mas há certas datas que marcam muito as nossas vidas, e uma delas, pelo menos na minha vida, é o Dia de Santa Luzia.
Sou de uma família católica, principalmente no tocante às mulheres, da parte de minha mãe: minha avó, minhas tias etc. são católicas, e vivemos, ainda , em nossa cotidiano religioso aquele catolicismo popular, que em muitas partes do Brasil foi deixado de lado pela própria imposição da Igreja Católica como instituição. Portanto, faz parte de minha infância e de minha vida como um todo até enquanto morava em Manaus as idas às novenas, às procissões, os arraiás e festas em honra dos santos. Aqui não existe isso, ainda mais se tratando da Holanda, que é um país protestante por circunstâncias históricas, eu entendo e respeito.
Com relação a Santa Luzia, hoje, mais precisamente às 19h minha mãe vai tirar a novena, e desde de quando eu me conheço por gente, ela faz isso: é uma reunião simples, além de seus filhos ( eu por exemplo, eu sempre a ajudei a rezar o terço) estão presentes alguns vizinhos, vizinhas, minhas tias, tios, primos que todos os anos compartilham com ela essa devoção. Aliás, também não deixa de ser uma tradição passada de mãe para filha, ou seja, minha avó também fazia a mesma coisas e minha mãe resolveu dá continuidade. Quem sabe algum dia, se acaso volte ao Brasil, eu também tenha esta chance.
Pessoas de outros credos acreditam que os católicos adoram imagens, isso não é verdade.
A imagem de um santo funciona como fosse uma espécie de "ignição" , uma lembrança viva das idéias e conceitos daqueles ali representados. Logo, o que podemos apreender da imagem de Santa Luzia? Eis um trecho de sua história para compreender melhor:
"Diz a antiga tradição oral que essa proteção, pedida a santa Luzia, se deve ao fato de que ela teria arrancado os próprios olhos, entregando-os ao carrasco, preferindo isso a renegar a fé em Cristo. A arte perpetuou seu ato extremo de fidelidade cristã através da pintura e da literatura. Foi enaltecida pelo magnífico escritor Dante Alighieri, na obra "A Divina Comédia", que atribuiu a santa Luzia a função da graça iluminadora. Assim, essa tradição se espalhou através dos séculos, ganhando o mundo inteiro, permanecendo até hoje.
Luzia pertencia a uma rica família de Siracusa. Sua mãe, Eutíquia, ao ficar viúva, prometeu dar a filha como esposa a um jovem da Corte local. Mas a moça havia feito voto de virgindade eterna e pediu que o matrimônio fosse adiado. Isso aconteceu porque uma terrível doença acometeu sua mãe. Luzia, então, conseguiu convencer Eutíquia a segui-la em peregrinação até o túmulo de santa Águeda ou Ágata. A mulher voltou curada da viagem e permitiu que a filha mantivesse sua castidade. Além disso, também consentiu que dividisse seu dote milionário com os pobres, como era seu desejo.
Entretanto quem não se conformou foi o ex-noivo. Cancelado o casamento, foi denunciar Luzia como cristã ao governador romano. Era o período da perseguição religiosa imposta pelo cruel imperador Diocleciano; assim, a jovem foi levada a julgamento. Como dava extrema importância à virgindade, o governante mandou que a carregassem à força a um prostíbulo, para servir à prostituição. Conta a tradição que, embora Luzia não movesse um dedo, nem dez homens juntos conseguiram levantá-la do chão. Foi, então, condenada a morrer ali mesmo. Os carrascos jogaram sobre seu corpo resina e azeite ferventes, mas ela continuava viva. Somente um golpe de espada em sua garganta conseguiu tirar-lhe a vida. Era o ano 304." *
Até hoje em dia, guardo na minha memória o hino consagrado à Santa Luzia, que muito conta de sua vida.
Bendita Luzia, que no céu estás.
Pôe os vossos olhos nos tristes mortais (2x)
Com a idade de doze anos, milagre ela fazia
Dava vistas aos cegos que andavam com guia
Seus olhos eram lindos, no mundo não havia
Pois tiraram os olhos de Santa Luzia
Que Santa Luzia nos conceda o dom de olhar para a vida, para o nosso próximo não apenas com os olhos físicos, todavia com os olhos d'alma, os olhos do coração.
Viva Santa Luzia!!!

Sábado, 6 de Dezembro de 2008

Zwartes Piet

Como eu disse no post anterior, em alguns países europeus, há um personagem indissóciavél à figura do Papai Noel ou de São Nicolau: o Pedro Preto (Zwart Piet). Por onde o "bom velhinho" passe, ele ganha alguns traços peculiares, uma versão diferente aqui e acolá. Todavia, o que não muda, e isto é muito importante, é a função que ele desempenha e aquilo que ele representa, isto é, castigar as crianças traquinas e desobedientes. Não é à toa que em alguns momentos, faz parte de sua vestimenta pra lá de extravagante um chicote.
Suas origens são bastante vagas, cada região tem sua versão. Contudo, o que mais nos chama atenção e nos convida para uma a realização de uma apurada reflexão é a quem o Pedro Negro está relacionado, carregando em si e atribuindo uma carga de valores que a meu ver não é nada positivo.
Por exemplo, na Bélgica, o P. N. não deixa de ser um africano com suas roupas coloridas, de cores bem vivas e com enormes argolas penduradas na orelha. Nos Países Baixos, a tarefa do P. N. é de ajudar São Nicolau, mas também de levar as crianças desobedientes e malcriadas para jogá-las no Mar Negro ou levá-las para a Espanha. Em outra versão holandesa, este personagem seria nada menos que os mouros que foram deixados nestas regiões por conta da invasão espanhola. Ainda outra versão vem à baila, aquela que diz o P. N. é o açougueiro da lenda de São Nicolau, pois para puní-lo por ter morto algumas crianças, o santo o teria obrigado a seguí-lo para onde quer que ele vá, ou seja, o transformou num escravo. Mas por que ele tem que ser negro?
Para Alice Miller*, ao consagrar o primeiro capítulo de seu livro La connaissance interdite (O conhecimento proíbido) à festa de São Nicolau, mostra como as verdadeiras ações de São Nicolau foram deturpadas, desviadas pelos próprios pais, transformando-a numa celebração punitiva e por sua vez o P. N é uma invenção e uma figura que nada tem a ver com o verdadeiro São Nicolau que protegia as pessoas mais fracas, em vez de maltratá-los ou puní-los.
Creio que para amenizar o denegrimento escancarado da raça negra, e para dá uma de "politicamente correto", a explicação dada é que se atualmente o Pedro é Negro é devido o chamuscado da chaminé, o carvão, etc. Que chaminé suja, heim!?

* Alice Miller , psicóloga polonesa, doutora em psícologia, filosofia e sociologia, bastante conhecida pelo trabalho sobre violência infantil.

Sinterklaas já vai embora : ( ... Mas os presentes ficam : )

Para nós brasileiros e creio que para muitos países, a figura do Papai Noel é muito viva e associada às trocas de presentes na noite de 24 para 25 de Dezembro. Porém, a imagem do Papai Noel foi inspirada numa pessoa verdadeira: São Nicolau. Na Holanda ,e assim como também em vários países europeus (Bélgica, Polônia, Croácia, Luxemburgo), nos dias 5 e/ou 6 de Dezembro são dias de festa, de ganhar presentes, e é próprio São Nicolau, em holândes Sinterklaas acompanhado pelos Zwarte Piet, que não deixa de ser uma espécie de ajudante (traduzindo, Pedro negro, alíás, sobre ele que vou tentar fazer uma análise e para isso é necessário um outro post) que aparece para distribuir os presentes.
Em verdade, Sinterklaas chega aos Países-Baixos duas semanas antes de 6 de Dezembro. Com sua grande barba branca e portando sua mitra, ele vem da Espanha ( originalmente ele vem da Túrquia) num barco à vapor chamado Pakjesboot, ou seja, barco dos pequenos presentes.
À cada ano, uma cidade do país é escolhida para recebê-lo. Almere foi a escolhida para o ano de 2008.
A chegada de Sinterklaas é uma festa muito importante, de caráter nacional, na qual o prefeito e as pessoas mais importantes da cidade escolhida, e logicamente, as crianças fazem presença para recebê-lo. Depois ele faz um tour pelo país, e tudo se desenrola da mesma maneira, muita festa e muitas crianças, mas muitas crianças ao seu redor.
A noite de 5 de Dezembro é chamada Pakjesavond, isto é, a noite dos presentes, o momento em que as crianças ganham não só brinquedos mas também o Kruidnoten, um tipo de biscoitinho tipícamente holandês e a letra inicial do nome em chocolate que o Peter até ganhou (!), uma lembrança da empresa aonde ele trabalha.

Hoje, Sinterklaas faz sua última aparição para tão logo tomar seu barco acompanhado de seus Zwarts Piet e voltar para seu lugar de origem. Como sinal de respeito, segundo os holandeses, é somente após a sua partida é que podemos decorar nossas casas para o Natal.

E claro, depois que o Natal passar e a com a chegada do Ano Novo, ficamos na sua espera...

Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Zuco 103 em Arnhem: huuum, muito bom!

Cada dia vivido é uma oportunidade para conhecer algo novo. E quando a gente pensa que já conheceu ou ouviu tudo de música brasileira, e se depara com uma banda como a Zuco 103, a gente se toca que conhece apenas uma parte dessa realidade musical, que diga-se de passagem, não permanece de nenhuma forma estagnada no tempo, mas procura sempre fundir o infundível, desmisturar o que é o misturável, enfim, como diz a minha mãe, "tirar leite de pedra" dos mais variados ritmos e estilos musicais.
Nesse noite, por quase três de muito som, uma mistura de maracatu elétrico com samba do crioulo doido, eu desenferrugei as minhas pernas porque desde de que eu atravessei o Atlântico, faz muito tempo, mas muito tempo que não eu não botava as cadeiras pra mexer. Mas não foi por falta de oportunidade não, foi pelo, vamos dizer assim, um traço cultural, pois em Paris, pelo menos nas casas de show que eu fui, não há um espaço livre para dançar não, só é cadeiras, em suma, os franceses não dançam. Aqui, me deparei com outra realidade, a casa de espetáculo era pequena mas não tinha cadeiras, todo mundo em pé e quando a música brasileira rolou, ninguém ficou parado.

Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Hoje é dia de São Martinho!

No Brasil é no dia de São Cosme e Damião, precisamente, dia 27 de setembro, que temos o costume de distribuir guloseimas, bombons, doces e o famoso caruru às crianças. Nesse dia também minha avó completava anos, então para ela por ser uma data duplamente especial, além de ganhar presentes, ela adorava presentear os pequenos com bombons e biscoitos. Em Manaus, muitos, como eu, além de bombons, distribuem brinquedos para as crianças mais carentes das redondezas.
Mas eis que hoje, com crianças à nossa porta no ínicio da noite, lembrei-me saudosamente do dia 27 de setembro em terras brasileiras, porque hoje é dia é de São Martinho e especialmente aqui na Holanda, é tradição neste dia as crianças saírem às ruas, precisamente à noite com laternas de papel à mão. Cantam uma musinha e pedem bombons. Tivemos que ir mais de cinco vezes atender à porta e oferecer uns bombons que estavam por aqui esquecidos, se eu soubesse antes, tinha feito uma coisa mais especial, porque eles merecem! Porém, só tive conhecimento do fato quando o Peter chegou do trabalho e me falou que haviam crianças pelas ruas a pedir guloseimas e se possível algumas moedinhas de centavos.
Cá pra nós, é legal ver essas iniciativas infantis aqui, mas em nada se compara com aquela euforia dos meninos, a alegria, a correria... Também é compreensível, não dá pra ser tão eufórico numa noite fria de 8 graus, e logo chego realmente a pensar que o clima em muito influencia no caráter do ser humano.
Tot ziens!

Domingo, 2 de Novembro de 2008

Os gatos da minha vida... Bengel e Boi.

Bengel (3) Upload feito originalmente por luluvanaerts

Sou de origem daquelas famílias que vêem com bons olhos a criação de animais, especialmente cachorros, mas gatos e demais bichinhos de estimação, estão fora de cogitação. Mesmo que qualquer um de nós, eu ou um dos meus irmãos, fizesse menção sobre criar um bichinho, minha mãe sempre nos lembrava do trabalho, da dedicação dispensada para seu trato, é muito mais que arranjar-lhe um lugar para ficar e dá o que de comer todos os dias. Portanto, nunca passou pela minha cabeça dividir meu lar, meu teto, minha vida com gatos, não importa se dentro ou fora de casa. Claro que de vez em quando acontecia de cruzar com uns e outros pela rua, na vizinhança ou no quintal da casa da vovó Nazaré, se estava eu presente na hora do jantar, logo depois eu e os demais netos, íamos atrás dela para vê-la dá os restinhos da comida para os bichanos da vizinhança, que por sinal eram muitos, e ademais, seus íntimos conhecidos. E mesmo assim eles me eram estranhos. Nem hóstis, nem amigáveis, não tinha a menor intenção de me ocupar com eles, nem que seja ao menos de um. Confesso que tudo que eu sabia dos gatos, com base nas boas e más língua, é que eles são traiçoeiros! Se um cachorro pode morder, os gatos são piores, porque são imprevisíveis! Os únicos felinos que eram próximos de mim eram aqueles dos contos de fada, das bruxas, dos desenhos animados ( eu prefiro o gato Félix ao Tom). E me acontece de arranjar um par de botas, e com ele vem dois gatos. A idéia de dividar um apartamento com eles, no ínicio me deixa encolerizada, e confesso, os primeiros meses foram vividos sob um clima de guerra, por força eu queria discipliná-los, botar ordem na casa, estabelecer regras e limites pra eles. Em parte, eu conseguir, eles não já dormiam no nosso quarto, não entravam na cozinha. Por outro lado, com relação às outras coisas, eu tiver que ceder, aprendi a ter paciência para com eles, e acima de tudo, tinha que respeitar a personalidade de cada um, logo, percebi que eu tinha que se moldar a eles também, senão ia passar a vida toda, até eles morrerem, estressada, sempre incomodada com a presença deles. Parece-me, ainda não especulei profundamente, o Boi é da raça "British Shorthair" (pêlo curto inglês) enquanto que o Bengel é um puro de sua raça, é um Gato-de-Bengala.

Sobre o Boi só posso lhes dizer que um gato super medroso, só exige atenção exagerada quando quer comer, passa a maior parte do tempo dormindo, seja na caminha dele ou em algum degrau das escadas. Tem uma veneração pelo Peter. É tímido, não se mostra de primeira, tem medo de tudo, mas são três coisas que lhe causam um verdadeiro pavor: o aspirador de pó, a tábua de passar ferro e uma escada de alumínio que tenho aqui de três degrais. Se faço apenas menção que vou usar uma dessas coisas, estando ele presente, sai numa correria louca, foge como o diabo foge da cruz. Ele é carinhoso, porém, até para acariciá-lo é preciso tomar certas medidas, não ir além dos limiter, porque senão corre-se o risco de ser interpretado como uma ofensa, um grande mal-entendido e ele se afasta sem cerimônias. Quanto ao Bengel há muito o que dizer... Não tem vergonha na cara, eu brigo, esculhambo, malino dele, dou uns puxões nas patas traseiras dele, pensa que ele não gosta? Se não está dormindo, está pedindo atenção seja a minha ou a do Peter. Quando estou sentada no sofá, se deita nos meus pés, ou então quer deitar nas minhas coxas. Quando o vi pela primeira vez, pensei que ele tinha algum tipo de disritmia ou outra coisa parecida, porque é irrequieto. Ah! É o mané-sacola ou mané-caixa, porque não pode uma sacola ou caixa vazia que vai logo entrando e fica lá, paralisado, acho que apreciando a vista. Gosta também de ir pra debaixo de uma cama, dentro do armário da sala, ele abre a porta e entra. Conversa, responde quando eu falo, reclama, não gosta de ser contrariado. Tem personalidade! Há dois anos atrás, eu pensaria que não, porém no presente momento, realmente, tenho eu que concordar com as palavras de Frédéric Vitoux, em seu Dictionnaire amoureux de Chat, "(...) o homem, neste sentido, é verdadeiramente civilizado quando aceita ter um gato ao seu lado como um livre companheiro, um associado e não como um animal doméstico ou domesticado, (...) o gato prefere manter o papel de parceiro, e mesmo de mestre em elegância, em beleza e quem sabe em sabedoria no conhecimento sobre os segredos do universo".

Une vie passée?

woman's corselet Upload feito originalmente por camil tulcan
Corselet para vestir, maquiagem por fazer, um espelho para se olhar, crianças a correr. Mas não me impede a vida boêmia, sua impertinente ou provocadora banalidade, A rua e seus affaires me chamam. É dia de Primavera e é claro ainda o céu Vou ao cabaret, ouvir a aclamação dos poetas, galatear os músicos, Fletar com os pintores, quem sabe ganho o dia de hoje Sentar com os boêmios, sonhar em ser libertária, juventude subversiva Macomunar com a aristocracia falida deste final de século. Cada noite retumba em Paris. Saio e acordo. Foi só um sonho, lembranças de uma vida passada? Lembrei-me du Chat Noir...

Quem sou eu

Minha foto
Parisienne du Tropique
Amsterdam, Netherlands
Amsterdam, Páises Baixos. Sou uma brasileira que por força do Destino casou-se com um holandês charmoso e morou em Paris há mais de 1 ano e para o momento, fixamos nossa residência nas Terras Baixas do norte da Europa. Se digo que sou uma Parisiense dos Trópicos é porque nasci em Manaus, cidade que no período áureo da Borracha foi considerada como uma "Paris dos Trópicos". Coincidência? Mas uma peça do Destino? Não sei. A única coisa que tenho certeza é que eu amo a minha família,a vida; amo a amizade sincera, cada vez mais rara nesse mundo, não importando em qual paragem. Gosto também de ler, de Pierre Bourdieu a Paulo Coelho, por exemplo; adoro ouvir música, de Marisa Montes a Manu Chao; gosto de viajar em companhia de meu marido; e agora, em decorrência da vida de casada, gosto muito de cozinhar. Não tenho tanto o hábito de escrever, portanto, será constante a minha ausência aqui. Mas, tão logo me inquieto por alguma coisa, ou tendo algo de interessante pra falar de nossa trajetória, eu venho aqui...
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